Calcular Taxa De Mortalidade Infantil
Este artigo vai te ensinar como calcular a taxa de mortalidade infantil com precisão, usando a fórmula oficial e exemplos práticos.
Resumo dos principais pontos
- A taxa de mortalidade infantil mede óbitos de crianças de 0 a 1 ano por 1.000 nascidos vivos.
- A fórmula padrão é (óbitos infantis / nascidos vivos) x 1.000.
- Use dados oficiais do ano específico e desagrege por região, ano e sexo para análise completa.
- Apure a taxa global e, se precisar, calcule também a taxa específica para primeiros 28 dias, de 29 dias a 11 meses e 29 dias a 1 ano.
- Apesar da simplesza da fórmula, atenção a fontes, anos de referência e ajustes populacionais é essencial.
Passo a passo para calcular a taxa de mortalidade infantil
Calcular a taxa de mortalidade infantil não é difícil, mas exige atenção aos detalhes dos dados. Siga as etapas abaixo para obter resultados confiáveis e comparáveis.
- Defina o período e a população de referência
- Obtenha o número de óbitos infantis
- Use a fórmula oficial
- Calcule com exemplo numérico
- Interprete e contextualize
Escolha o ano ou intervalo de análise e identifique a população de referência: geralmente o número de nascidos vivos no mesmo ano e área (estado, país ou município).

Conte quantas crianças de 0 a 1 ano de idade foram registradas como óbitos no período. Separe os óbitos de neonatos (0 a 27 dias), pós-neonatos (28 dias a 11 meses e 29 dias a 1 ano) se for relevante.
A taxa de mortalidade infantil (TMI) calcula-se dividindo o número de óbitos infantis pelo número de nascidos vivos e multiplicando por 1.000. Fórmula: TMI = (óbitos infantis / nascidos vivos) x 1.000.
Se um município teve 120.000 nascidos vivos em 2023 e 90 óbitos infantis, a conta fica: TMI = (90 / 120.000) x 1.000 = 0,75 por mil, ou seja, 7,5 óbitos por mil nascidos vivos.
Apresente também a taxa por faixas etárias (neonatal e pós-neonatal), compare com anos anteriores e com outras regiões e inclua indicadores como mortalidade materna e cobertura de saúde para um diagnóstico completo.

Ferramentas e requisitos necessários
Para calcular a taxa de mortalidade infantil de forma precisa, você precisa acessar dados confiáveis e organizar as informações básicas.
- Fontes de dados oficiais: IBGE (censo ou estimativas de nascidos vivos), SINASC (para nascidos vivos e óbitos), DATASUS e boletim do Ministério da Saúde do ano em análise.
- Dados demográficos: número de nascidos vivos no ano, população de referência (geralmente nascidos vivos), número de óbitos infantis (0 a 1 ano) e, se possível, por sexo e local de residência.
- Planilha eletrônica ou software estatístico: use Excel, Google Sheets ou programas como R e Stata para organizar os números, aplicar a fórmula e fazer séries históricas.
- Documentação e legislação: consulte a Lei do Sistema Único de Saúde (Lei nº 8.080/90), as normas do IBGE e do SINASC para garantir que esteja alinhado com as definições oficiais de nascidos vivos e óbitos.
- Boletins de óbito e certidões: utilize o preenchimento correto dos formulários de óbito para evitar subnotificação e garantir a idade correta no dia do nascimento.
Erros comuns e como evitá-los
Equívocos na hora de calcular a taxa de mortalidade infantil são frequentes, mas podem ser evitados com atenção nos detalhes metodológicos.
- Misturar anos de nascidos vivos e óbitos: use sempre a mesma base de ano; ou seja, nascidos vivos do ano X e óbitos infantis do mesmo ano X.
- Incluir óbitos de crianças com mais de 1 ano: a faixa etária deve ser rigorosamente de 0 a 364 dias; caso queira outra faixa, calcule outra taxa (ex.: 1 a 4 anos).
- Poucos casos ou instabilidade taxa: com poucos óbitos a taxa oscila muito; nesse caso, use médias móveis de 3 ou 5 anos para suavizar.
- Não considerar a população em risco: a taxa precisa de denominador (nascidos vivos) e, em alguns estudos, ajustes adicionais podem ser usados (população de 1 ano estimada).
- Ignorar subnotificação e qualidade dos dados: confira a cobertura de SINASC e óbitos, faça triagem de qualidade e, se necessário, aplique correções ou use múltiplas fontes.
Perguntas frequentes
Para que serve calcular a taxa de mortalidade infantil?
Essa taxa serve como indicador essencial de saúde pública, qualidade dos cuidados pré-natais, maternos e infantis, além de embasar políticas públicas e programas de redução de mortes.

Posso usar a taxa de mortalidade materna para calcular a mortalidade infantil?
Não, pois são indicadores distintos; a taxa de mortalidade infantil foca em crianças de 0 a 1 ano, enquanto a mortalidade materna refere-se a óbitos maternos no período perinatal.
Como relatar a mortalidade neonatal e pós-neonatal separadamente?
Calcule duas taxas: uma para óbitos de 0 a 27 dias (neonatal) e outra para 28 dias a 1 ano (pós-neonatal), usando, em cada caso, o número de nascidos vivos do mesmo ano como denominador.
Onde encontro dados confiáveis para fazer o cálculo?
Utilize o DATASUS (SIDRA e óbitos), o IBGE (censo e estimativas de nascidos vivos) e o SINASC para números oficiais de nascidos vivos e óbitos infantis.

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