Analise As Frases Abaixo Quanto A Concordância Verbal E Depois
Analise as frases abaixo quanto a concordância verbal e depois confira os destaques: o verbo combina corretamente com o sujeito em número e pessoa. Esta revisão rápida ajuda a fixar regras de concordância para sujeitos simples, compostos, impessoais e oração subordinada nominal.
Regras básicas da concordância verbal
A concordância verbal garante que o verbo corresponda ao sujeito em pessoa, número e gênero quando há referência a gênero no sujeito. Em português, os verbos são flexionados para pessoa e número, e a escolha do sujeito define a forma verbal correta.
Sujeito simples: regra geral
O sujeito simples indica uma pessoa, lugar, coisa ou conceito de forma única. O verbo deve concordar em número e pessoa com esse núcleo.

- Primeira pessoa do singular (eu): uso da primeira pessoa do singular no presente, como “canto”, “trabalho”, “faço”. Exemplo: “Eu canto bem.”
- Segunda pessoa do singular (tu): no Brasil, geralmente usa-se “você” como forma de tratamento, com verbos na terceira pessoa. Exemplo: “Você canta bem.”
- Segunda pessoa do singular (tu) — tratamento informal: uso de verbos na segunda pessoa do singular em regiões do Brasil que mantêm essa forma. Exemplo: “Tu cantas bem.”
- Terceira pessoa do singular (ele, ela, você, nome próprio): forma do verbo com “-s” no presente do indicativo para alguns verbos, exceto verbos terminados em “-ir” que mantêm a terminação. Exemplo: “Ele canta bem” ou “Ele faz bem.”
- Primeira pessoa do plural (nós): uso de “-mos” ou “-s” no presente. Exemplo: “Nós cantamos bem.”
- Segunda pessoa do plural (vós): raramente usado no Brasil, mas a forma é “-is” no presente do indicativo. Exemplo: “Vós cantais bem.”
- Terceira pessoa do plural (eles, elas, vocês): verbo no plural, geralmente sem “s” no final, exceto algumas formas irregulares. Exemplo: “Eles cantam bem.”
Sujeito composto: regra de concordância
O sujeito composto ocorre quando dois ou mais nomes/pronomes são unidos por “e”, “ou”, “nem… nem”. A regra geral é concordar o verbo no plural quando os sujeitos são distintos, e no singular quando os sujeitos se referem ao mesmo ser ou coisa (ou quando um deles fornece a ideia geral.
Casos de sujeito composto com regra geral do plural
- Dois sujeitos distintos: “O João e a Maria vêm à festa.”
- Mais de dois sujeitos: “O João, a Maria e o Pedro estão aqui.”
Casos de sujeito composto com regra geral do singular
- Mesma pessoa/fato: “O dono e o gerente está presente.” (mesma pessoa)
- Um sujeito fornece a ideia geral: “O prédio e a fábrica é do meu pai.” (o prédio e a fábrica são um só empreendimento)
- Expressões como “tanto… quanto”, “nem… nem”: concorda com o sujeito mais próximo. Exemplo: “Nem o João nem os alunos estão presentes.”
Sujeito impessoal e expressos de quantidade
O sujeito impessoal não indica agente da ação e geralmente exige verbo na terceira pessoa do singular. Expressões de quantidade e coletivos exigem atenção ao núcleo do sujeito.
Sujeito impessoal
- Expressões como “é preciso”, “há”, “também”, “gostaria”, “chove”, “faz tempo”: uso de verbo na terceira pessoa do singular. Exemplo: “Há muitos alunos na sala.”
Coletivos e quantidades
- Coletivos (“grupo”, “equipe”, “família”) podem usar singular ou plural, dependendo da ideia: se o grupo atua como unidade, usa-se singular; se os membros agem separadamente, usa-se plural. Exemplo: “A equipe está pronta.” ou “A equipe estão discutindo.”
- Expressões com “quanto”, “quais”, “quem”: o verbo concorda com o núcleo do sujeito. Exemplo: “Quantos livros estão na mesa?”
Orações subordinadas nominais como sujeito
Quando uma oração subordinada nominal ocupa a função de sujeito, o verbo geralmente aparece na terceira pessoa do singular, a menos que haja concordância com elementos adicionais.

Exemplos e regra de ouro
- Ou a oração subordinada nominal é tratada como sujeito singular: “O que ela disse importa.”
- Se houver ligação com um sujeito posterior em “tanto… quanto”, “seja… seja”, o verbo pode concordar com o sujeito posterior. Exemplo: “O que você disser seja importante.”
Exercício rápido de aplicação
Pratique analisando sujeitos e verbos em frases cotidianas. Identifique o núcleo do sujeito, classifique como simples, composto, impessoal ou ou subordinado nominal e aplique a regra de concordância. Substantivos no plural, sujeitos compostos distintos e expressos como “eles” e “elas” exigem verbo no plural; sujeitos singulares, incluindo orações subordinadas nominais, exigem verbo no singular, observadas exceções coletivas e de concordância posterior.
Dica final para fixação
Sempre destaque o núcleo do sujeito antes de escolher o verbo. Releia a frase substituindo o sujeito por um pronome pessoal correspondente (eu, você, ele, nós, eles) para testar se a concordância está correta. Esta prática acelera a análise e reduz erros em provas e redações.
Perguntas frequentes
- Pergunta: Como tratar sujeitos compostos com “ou” e “nem… nem”?
- Resposta: A regra é concordar com o sujeito mais próximo do verbo. Exemplo: “Nem o cliente nem os alunos estão satisfeitos.”
- Pergunta: O verbo pode concordar em plural com sujeito coletivo?
- Resposta: Sim, quando os membros do grupo agem de forma individual ou há ênfase nos componentes. Exemplo: “O time são jogadores profissionais.”
- Pergunta: E orações subordinadas nominais no plural?
- Resposta: Geralmente exigem verbo no singular, pois a oração atua como único sujeito. Exceções ocorrem se houver ligação com sujeito posterior em estruturas como “seja… seja”.